Trabalho, trabalho, trabalho. Por muito que eu não seja stressada, nestes dias é impossível não o ser. Passamos horas de um lado para o outro, concentradas no dever, com muita paciência e a tentar não esquecer um pormenor para que no fim do dia as tarefas estejam todas cumpridas... Bem não há que desanimar, mas sei que amanhã vai ser bem pior...
Este ano já li os últimos livros da saga juvenil "Crepúsculo" e gostei bastante de todo o enredo. É fantástico, imaginativo, realmente viciante. Percebo que seja um pouco comercial, mas não seria se não se tivesse transformado o livro em filme. A película reduz o livro e chego a achar que decidiram cortar algumas cenas importantes para o filme não ser tão longo. Quem não leu os livros não poderá criticar toda esta euforia à volta da Saga, pois o filme é só um retrato mais ou menos imperfeito, como o dos desenhadores de Montmartre em Paris. Ah, e Robert Pattinson não é somente uma cara laroca. É dotado de um expressividade genial. Tirei todas as dúvidas que poderia ter com o filme "Remember me". Parece-me que só leio livros que vão dar em filmes, agora estou a começar o "Comer, orar, amar" e já me está a colar a visão a cada linha escrita. Antes disso li o "Alquimista", do Paulo Coelho, porque continuo à procura da minha lenda pessoal... e também as "Esquinas do tempo" de Rosa Lobato Faria. Realmente a mulher não percebia só de contos infantis nem de músicas do festival da canção. É um livro altamente recomendável para ler num só dia à beira da piscina e a tomar uma pina colada! Não podia deixar de ter lido o "Caim", depois de toda a polémica que girou em torno da obra de Saramago. De facto acabei de o ler e recordo-me que a última frase era algo do género: " não haverá mais nada que contar"... Passado pouco tempo morre o Nobel escritor português. Hei-de ler outros livros importantes dele, mas mais para a frente. Para já quero histórias com vírgulas e palavras maiúsculas. É bom ter algum tempo para ler. O meu curso tirou-me o tempo para leituras prazeirosas, só tinha leituras de livros gigantes de químicas, biologias, fármacos, botânica, etc. Breve o tempo vai acabar porque o esudo há-de continuar... Mas tenho algum tempo até ao fim do ano... Só estamos no mês 9! Boas leituras para mim.
Ou soa a falso ou será teimosia? Porque tens que ser assim tão duro ou inflexível? Ou disfarçaste muito no outro dia, ou então não sei. O que te atormenta é uma coisa inexplicável, mas eu gostaria de saber o que é! A vida não é assim... Já não sou uma criança, mesmo que o seja aos teus olhos.
Gosto muito de passear pelas ruas da minha terrinha. Cada vez que o faço encontro algo novo. É incrível a capacidade que temos de passar quatrocentas vezes pelo mesmo local e não repararmos nas coisas mais simples, no objecto mais vulgar, na montra mais moderna.
Custa-me subir a rua de minha casa... Não porque não esteja habituada... Apenas tenho os pés doridos de mais um dia de trabalho! Mas é tão bom subir a encosta e ver as gentes. Todos os rostos com que nos cruzamos são familiares... Um olá, um levantar de mão a cada buzina que passa... Quer dizer, eu nunca sei bem quem me acena do lado de dentro do carro... Não me perguntem a marca da viatura de ninguém. É mais uma futilidade para ocupar o meu cérebro, e prefiro ocupar-me de coisas mais importantes... Acho piada ao olá, tudo bem? Que tem como resposta um olá, tudo bem? E nunca há desenvolvimento de conversa, porque como ambos estão na sua caminhada pelas ruas da terra, não há paragem possível, nem conversa de jeito haveria caso houvesse paragem...
Continuo a circular até ao fundo da avenida. O caminho é longo, lento e a direito... Passamos casas velhas, obras, casas novas, árvores, crianças de bicicleta, pessoas nos bancos de jardim, a fofocar, a fumar, a fazer marcha como nos olímpicos, a parar para ver as montras. Depois chegamos a praça de táxis, perto do parque infantil e os pés começam a colar ao passeio. A àrvore centenária já perdeu as folhas que ao cair atolaram o chão de substâncias resinosas...
Volto para trás, quero passar no meu largo... Vejo muito alegria... Boas vibrações, mas más também... Há beata na área, se bem que tenho a ligeira ideia que os homens estão a ficar bem piores... Largam copos na entrada do "meu berço" e fico furiosa. Mas passa! e volto para a minha casinha linda, feliz da vida. Despeço-me de ti com um beijo e um abraço... Humm, e vou dormir como um anjinho!
Há momentos tristes que nos abalam e nos deixam de rastos e depois há outros que não valem sequer um pensamento mas que por serem contínuas chatices no dia-a-dia começam a irritar como se fossem um grande problema e nos tirassem toda e qualquer alegria de viver. Estou farta destes dias monótonos, sem novidade, sem euforia, desejos, histórias para contar. Não existem prazeres diferentes, só as mesmas figuras, a atordoar a cabeça. O calor não se aguenta, as insistências também não. O mete bedelho, o corta e cose, as maledicências, as futilidades. A incapacidade de fazer melhor, porque ninguém me deixa (ou porque me resignei?). Neste momento só quero ser feliz, e peço, por favor parem de me chatear! Deixem-me decidir o que quero para a minha vida. E aí terei mais tempo para todos, para vos responder na mesma moeda, terei mais paciência para ter paciência! Tenho tudo e não tenho nada, estou simplesmente chateada, irritada, furiosa!
Um senhor do povo, que do povo se tornou senhor...
Uma alma que perdurará para sempre, mesmo com o seu corpo em cinzas...
Será para sempre um homem, uma vez pobre e muito rico de espírito.
Tentou separar o bem do mal, e quase sempre conseguiu.
Um homem terno, bondoso, inteligente, culto. Sem papas na língua, sincero consigo próprio e com o mundo... Absolutamente racional.
Um homem que me fascinou e que tive a oportunidade de ver de perto. Recebi um livro autografado vindo das suas mãos débeis, já magras da sua enfermidade... Um momento inesquecível.