sábado, 7 de agosto de 2010

passeio...



Gosto muito de passear pelas ruas da minha terrinha. Cada vez que o faço encontro algo novo. É incrível a capacidade que temos de passar quatrocentas vezes pelo mesmo local e não repararmos nas coisas mais simples, no objecto mais vulgar, na montra mais moderna.

Custa-me subir a rua de minha casa... Não porque não esteja habituada... Apenas tenho os pés doridos de mais um dia de trabalho! Mas é tão bom subir a encosta e ver as gentes. Todos os rostos com que nos cruzamos são familiares... Um olá, um levantar de mão a cada buzina que passa... Quer dizer, eu nunca sei bem quem me acena do lado de dentro do carro... Não me perguntem a marca da viatura de ninguém. É mais uma futilidade para ocupar o meu cérebro, e prefiro ocupar-me de coisas mais importantes...
Acho piada ao olá, tudo bem? Que tem como resposta um olá, tudo bem? E nunca há desenvolvimento de conversa, porque como ambos estão na sua caminhada pelas ruas da terra, não há paragem possível, nem conversa de jeito haveria caso houvesse paragem...

Continuo a circular até ao fundo da avenida. O caminho é longo, lento e a direito... Passamos casas velhas, obras, casas novas, árvores, crianças de bicicleta, pessoas nos bancos de jardim, a fofocar, a fumar, a fazer marcha como nos olímpicos, a parar para ver as montras. Depois chegamos a praça de táxis, perto do parque infantil e os pés começam a colar ao passeio. A àrvore centenária já perdeu as folhas que ao cair atolaram o chão de substâncias resinosas...

Volto para trás, quero passar no meu largo... Vejo muito alegria... Boas vibrações, mas más também... Há beata na área, se bem que tenho a ligeira ideia que os homens estão a ficar bem piores... Largam copos na entrada do "meu berço" e fico furiosa. Mas passa! e volto para a minha casinha linda, feliz da vida. Despeço-me de ti com um beijo e um abraço... Humm, e vou dormir como um anjinho!

domingo, 4 de julho de 2010

pon de floor



É pá! Esta não é para ouvir... É para dançarrrrr! Oh yeah!

Que raios

Há momentos tristes que nos abalam e nos deixam de rastos e depois há outros que não valem sequer um pensamento mas que por serem contínuas chatices no dia-a-dia começam a irritar como se fossem um grande problema e nos tirassem toda e qualquer alegria de viver. Estou farta destes dias monótonos, sem novidade, sem euforia, desejos, histórias para contar. Não existem prazeres diferentes, só as mesmas figuras, a atordoar a cabeça. O calor não se aguenta, as insistências também não. O mete bedelho, o corta e cose, as maledicências, as futilidades. A incapacidade de fazer melhor, porque ninguém me deixa (ou porque me resignei?). Neste momento só quero ser feliz, e peço, por favor parem de me chatear! Deixem-me decidir o que quero para a minha vida. E aí terei mais tempo para todos, para vos responder na mesma moeda, terei mais paciência para ter paciência! Tenho tudo e não tenho nada, estou simplesmente chateada, irritada, furiosa!

sábado, 19 de junho de 2010

As intermitências da morte...



Um senhor do povo, que do povo se tornou senhor...

Uma alma que perdurará para sempre, mesmo com o seu corpo em cinzas...

Será para sempre um homem, uma vez pobre e muito rico de espírito.

Tentou separar o bem do mal, e quase sempre conseguiu.

Um homem terno, bondoso, inteligente, culto. Sem papas na língua, sincero consigo próprio e com o mundo... Absolutamente racional.

Um homem que me fascinou e que tive a oportunidade de ver de perto. Recebi um livro autografado vindo das suas mãos débeis, já magras da sua enfermidade... Um momento inesquecível.

Saramago, foste, és e serás... genial!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Força Portugal ...


Digam o que disserem, acredito na força da nossa selecção... Sei que somos pequenos, mas onde quer que passemos deixamos a nossa marca.
Deixo aqui um apelo: apoiem Portugal!... Só seremos uma nação unida se todos remarmos para o mesmo lado... Deixem de ser negativos, vamos ajudá-los a navegar, a passar (novamente) as tormentas... A esperança é a última a morrer! GO GO GO! Força Portugal!!!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Simplesmente... brutal !!!



Foi em Junho de 2004... Estava a caminho de Lisboa entusiasmadíssima com o concerto memorável que iria ver... O comboio era velho e barulhento. Todos os que iam lá dentro estavam tão expectantes quanto eu... Cantava-se, gritava-se, segurava-se o mp3 bem alto... Ouvia-se a "numb" dos linkin park, outros cantavam a antiguinha "blind" dos korn, mas acima de tudo... os grandes MUSE iam actuar e era deles a noite... Nessa altura ainda não eram cabeça de cartaz (como é possível?).
Bem...ainda era cedo, de vez em quando ouvia na rádio do meu telemóvel cebola que o concerto estava a uma hora do início e eis que... o comboio pára! No meio dum batatal qualquer no Entroncamento. Só sei que ficamos duas horas e meia, se bem me lembro, presos no meio do nada! Uma avaria!
A angústia era insustentável, os nervos estavam na ponta dos meus longos cabelos. Estava prestes a ter um esgotamento nervoso. O concerto de Muse começara... Desliguei a rádio. A comida acabou (houve um assalto consentido à minha mochila por parte dos indivíduos que me rodearam, é que no bar do comboio não havia comida). Fiquei com uma sandes de panado para mim e os sumos foram todos. Nem sequer uma águinha para empurrar...
Gota de água: começa um telemóvel a tocar a parte inicial do "Time is running out"... O suor começou a escorrer-me nas costas, os batimentos cardíacos aumentaram e acho que deixei de ver por um instante. Rapidamente o dono do telemóvel o atendeu... Deve ter sentido o mesmo que eu...
Chegamos a Lisboa já o concerto tinha terminado. Vimos Linkin Park no meio da multidão, eu e o meu irmão. Ele felizmente já viu Muse 500 vezes. Korn já vi cá atrás enquanto tentava comprar água na única barraca onde ainda não tinha esgotado.
Fui embora triste, cansada e frustrada. Passei mais de um ano sem ir ver um único concerto.

Maio de 2010, o meu primeiro Rock in Rio! :) Estou sempre de serviço nestas ocasiões, por isso muita sorte por este ano estar livre para aproveitar ao máximo a cidade do rock. Finalmente tive a oportunidade de ver os meus Muse a encantar-me com a sua performance, a sua qualidade, a sua melodia, a sua fúria em palco. Um momento muito muito feliz...

Os escoceses Snow Patrol abriram as portas aos deuses, mas não deixaram de dar um grande concerto. A alegria do sorriso do Lighbody foi contagiante...


You could be happy... I hope you are
(...)
More than anything I want to see you go
Take a glorious bite out of the whole world... ;)

quinta-feira, 27 de maio de 2010