quarta-feira, 25 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Pior Velhice
Sou velha e triste. Nunca o alvorecer
Dum riso são andou na minha boca!
Gritando que me acudam, em voz rouca,
Eu, náufraga da Vida, ando a morrer!
A Vida, que ao nascer, enfeita e touca
De alvas rosas a fronte da mulher,
Na minha fronte mística de louca
Martírios só poisou a emurchecer!
E dizem que sou nova ... A mocidade
Estará só, então, na nossa idade,
Ou está em nós e em nosso peito mora?!
Tenho a pior velhice, a que é mais triste,
Aquela onde nem sequer existe
Lembrança de ter sido nova ... outrora ...
Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"
Dum riso são andou na minha boca!
Gritando que me acudam, em voz rouca,
Eu, náufraga da Vida, ando a morrer!
A Vida, que ao nascer, enfeita e touca
De alvas rosas a fronte da mulher,
Na minha fronte mística de louca
Martírios só poisou a emurchecer!
E dizem que sou nova ... A mocidade
Estará só, então, na nossa idade,
Ou está em nós e em nosso peito mora?!
Tenho a pior velhice, a que é mais triste,
Aquela onde nem sequer existe
Lembrança de ter sido nova ... outrora ...
Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"
quarta-feira, 14 de março de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
B-day♥
Engraçado que os anos passam e tudo parece na mesma, mas não é. Nada é igual, o entusiasmo é diferente e aos poucos vai-se perdendo..
A vida corre sem parar e vemos diante dos nossos olhos tudo o que já fizemos, tudo o que já vivenciamos, tudo o que perdemos, tudo o que ganhamos, mas principalmente o que aprendemos.
Sinto-me feliz, com o que conquistei, com o que melhorei, com as amizades que mantive, com a família que me acarinha.
Espero que o amor, acima de tudo, me continue a acompanhar neste caminho sinuoso que é a vida.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
A pele que há em mim
Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou.
Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
Para voltar a viver
Já não sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber.
Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O quarto vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Hoje é o teu dia*
Esta não é uma mensagem romântica, nem tão pouco apaixonada. Mas é uma mensagem de amor. Hoje é o teu dia. Tenho saudades de ti avó. Hoje senti-te pertinho de mim, como um anjo da guarda. Fazes-me tanta falta...*
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