quarta-feira, 14 de março de 2012

Talking to the moon...

Right now, I'm going to Mars!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

B-day♥

Engraçado que os anos passam e tudo parece na mesma, mas não é. Nada é igual, o entusiasmo é diferente e aos poucos vai-se perdendo.. A vida corre sem parar e vemos diante dos nossos olhos tudo o que já fizemos, tudo o que já vivenciamos, tudo o que perdemos, tudo o que ganhamos, mas principalmente o que aprendemos. Sinto-me feliz, com o que conquistei, com o que melhorei, com as amizades que mantive, com a família que me acarinha. Espero que o amor, acima de tudo, me continue a acompanhar neste caminho sinuoso que é a vida.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A pele que há em mim



Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu

E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou.

Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
Para voltar a viver
Já não sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber.

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O quarto vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Hoje é o teu dia*



Esta não é uma mensagem romântica, nem tão pouco apaixonada. Mas é uma mensagem de amor. Hoje é o teu dia. Tenho saudades de ti avó. Hoje senti-te pertinho de mim, como um anjo da guarda. Fazes-me tanta falta...*

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cada dia é sempre diferente dos outros

"Cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, às vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual.
— Porquê, pai?
— Porque a memória não deixa que seja igual, mesmo que seja uma memória muito vaga, mesmo que seja só assim uma espécie de sensação muito vaga. É que a memória não é sempre aquilo que gostaríamos que fosse. Grande parte dos nossos problemas estão na memória volúvel que possuímos. Aquilo que é hoje uma verdade absoluta, amanhã pode não ter nenhum valor. Porque nos esquecemos, filho. Esquecemos muito daquilo que aprendemos. E cansamo-nos. E quando estamos cansados, deixamos de aprender. Queremos não aprender por vontade. Essa é a nossa maneira de resistir, mais ou menos, àquilo que nos custa entender. E aquilo que nos custa entender pode ter muitas formas, pode chegar de muitos lugares.
— Porquê, pai?
— Porque nos parece que é assim. Mas talvez não seja assim. Aquilo que nos custa entender é sempre uma surpresa que nos contradiz. Então, procuramos convencer-nos das mais diversas maneiras, encontramos as respostas mais elaboradas e incríveis para as perguntas mais simples. E acreditamos mesmo nelas, queremos mesmo acreditar nelas e somos capazes. Somos mesmo capazes. Não imaginas aquilo em que somos capazes de acreditar.
— Porquê, pai?
— Porque temos de sobreviver. Porque, à noite, a esta hora, temos de encontrar força para conseguirmos dormir, descansar, e temos de acreditar que no dia seguinte poderemos acordar na vida que quisemos, que desejámos. Temos de acreditar que poderemos acordar na vida que conseguimos construir e que essa vida tem valor, vale a pena. Muito mais difícil do que esse esforço é considerarmos que fomos incapazes, que não conseguimos melhor, que a culpa foi nossa, toda e exclusiva."

José Luís Peixoto, in 'Abraço'

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

breathe on...



Nascemos todos com uma cruz... Entristece-me que tenhas essa cruz em cima de ti, tão pesada e tão difícil de carregar... Mas que o teu espírito seja forte para que o teu corpo suporte a dor e o cansaço. Hoje foi um dia muito complicado para ti, em busca de um objectivo comum... Descansa esta noite *